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Maduro promete respeitar vitórias da oposição nas eleições regionais

Pleito ocorre em novembro

Maduro afirma que irá respeitar resultados das eleições regionais
Maduro afirma que irá respeitar resultados das eleições regionais Foto : Presidência da Venezuela / AFP / CP

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, prometeu nesta segunda-feira (28) respeitar as vitórias da oposição nas próximas eleições regionais de novembro, em um momento em que os Estados Unidos e a União Europeia mostraram disposição para revisar as sanções se uma negociação levar a uma votação "credíveis".

Maduro disse que eliminará a figura dos "protetores", criada pelo próprio presidente em regiões onde a oposição elegeu governadores ou prefeitos, para subtrair poderes aos governantes eleitos e entregá-los a membros do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV).

"Eu anuncio: a partir dessas eleições eu acredito que o melhor, o melhor, o melhor é que ganhe quem ganhar este assumirá o governo, vamos eliminar o que chamamos de protetorado", declarou Maduro em um discurso durante a entrega do Prêmio Nacional de Jornalismo.

"Acaba-se com os protetores e protetoras por estado e município para que quem ganhe, governe e ponto final", acrescentou.

Na última sexta-feira, Estados Unidos, União Europeia e Canadá disseram estar dispostos a "rever" suas sanções políticas e econômicas contra a Venezuela.

"Estamos prontos para revisar as políticas de sanções com base no progresso significativo em uma negociação abrangente" que conduza a "eleições locais, legislativas e presidenciais credíveis, inclusivas e transparentes", garantiram em um comunicado conjunto.

Os principais partidos políticos da oposição boicotaram as eleições presidenciais de 2018, nas quais Maduro foi reeleito, e as parlamentares de 2020.

Eles se recusaram a apresentar candidatos, denunciando ambos os processos como fraudulentos.

Por esta razão, Washington, Ottawa e vários países europeus reconhecem o líder da oposição Juan Guaidó como presidente interino da Venezuela, dado seu status de chefe do Parlamento eleito em 2015.

Guaidó pediu no mês passado a reativação das negociações, cenário que antes havia descartado em sua ofensiva contra o governo chavista.

Maduro, que encerrou os diálogos tutelados pela Noruega em agosto de 2019 em rejeição ao aumento das sanções de Washington, disse que se reunirá com a oposição "quando, ond e como quiserem", embora tenha colocado algumas condições: o fim de "medidas coercivas unilaterais", o "pleno reconhecimento" da atual Assembleia Nacional dominada pelo partido no poder e a liberação de fundos estatais bloqueados no exterior.

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