Várias explosões foram ouvidas nesta segunda-feira (6) no maior complexo de gás do Irã, no sul do país, informou a agência de notícias Fars, sem revelar mais detalhes.
As explosões aconteceram no complexo petroquímico South Pars, em Asaluyeh, onde Israel anunciou que executou ataques nesta segunda-feira.
O complexo é uma área essencial do setor energético iraniano para a exploração conjunta com o Catar do maior campo de gás natural do mundo.
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Trump advertiu nesse domingo que destruirá pontes e usinas de energia iranianas se a República Islâmica não reabrir o trânsito naval pelo Estreito de Ormuz, via pela qual trafegava 20% da produção de petróleo mundial antes da guerra. O Irã bloqueia a passagem pelo estreito desde o início da guerra, em 28 de fevereiro.
Bombardeios devem parar
O diretor da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), o argentino Rafael Grossi, declarou nesta segunda-feira (6), na rede X, que os ataques de sábado, que ocorreram a 75 metros do perímetro da usina nuclear iraniana de Bushehr, "constituem um perigo real" e "devem parar".
Os ataques perto da usina "poderiam causar um grave acidente radiológico com consequências nocivas para a população e o meio ambiente no Irã e além", afirmou Grossi, após o bombardeio da usina, localizada no sul do Irã, por Estados Unidos e Israel, no sábado.