Cerca de metade dos 1.800 voos da Lufthansa previstos para esta sexta foram cancelados por causa da paralisação de 24 horas dos funcionários. O ato começou quinta-feira à meia-noite (19h00 no horário de Brasília). Para o sábado, o porta-voz da Lufthansa estimou em "13" o número de voos cancelados, devido ao impacto da greve.
Em Frankfurt, o terceiro maior aeroporto da Europa e principal nó aéreo da Lufthansa, não houve grandes problemas até agora. Os passageiros foram informados por mensagens de texto sobre o cancelamento dos seus voos, segundo o porta-voz. Eles também podem acessar as informações na internet. Em Berlim, os corredores do terminal aéreo estavam vazios. "A Lufthansa está aparentemente melhor preparada desta vez", observou o chefe do sindicato UFO, Nicoley Baublies, que reivindica a adesão de cerca de dois terços dos 18 mil comissários de bordo da empresa.
De acordo com o UFO, esta é a maior greve na história da companhia. Manifestações organizadas pelo sindicato ocorreram perto de vários aeroportos, como em Frankfurt, onde centenas de pessoas protestaram de forma pacífica, com faixas com os dizeres "Nós somos o coração da Lufthansa".
O sindicato reivindica um aumento salarial de 5% em 12 meses, com início em abril de 2012, após três anos de estagnação. O UFO também rejeita categoricamente o uso de tripulação de cabine temporária a bordo das aeronaves da Lufthansa, o que começou a ser feito pela empresa alemã em junho. A companhia propôs aumentar os salários em 3,5%, renunciar as demissões, os contratos curtos e funcionários temporários.
Baublies excluiu novas greves nos próximos dias. “Temos recebido sinais claros de que a Lufthansa irá se mover", disse. As discussões entre o sindicato e a direção devem continuar na tarde desta sexta-feira em Frankfurt. Um mediador pode ser nomeado para tentar acalmar o conflito entre a administração e os sindicalistas, uma prática comum na Alemanha. "Estamos condenados a nos entender. Precisamos de uma terapia de casal, de uma mediador", declarou Baublies.