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Maioria dos europeus associa refugiados a risco de terrorismo

Foram mais de um milhão de registrados, principalmente fugindo da guerra na Síria, entrando na Europa em 2015

Foram mais de um milhão pessoas registradas, principalmente fugindo da guerra na Síria, e entrando na Europa em 2015
Foram mais de um milhão pessoas registradas, principalmente fugindo da guerra na Síria, e entrando na Europa em 2015 Foto : Guardia Costiera / AFP / CP
A maioria dos europeus considera que a afluência de refugiados sobre o continente aumenta o risco de atentados terroristas. Além disso, uma grande porcentagem se preocupa com os efeitos da imigração sobre o emprego, esses são dados de uma pesquisa publicada nesta segunda-feira pelo instituto americano Pew Research. Em oito dos dez países examinados, que representam 80% da população europeia, ao menos metade dos entrevistados acredita que a chegada de demandantes de asilo "aumenta o risco terrorista". Mais de um milhão de refugiados se registraram na Europa em 2015, muitos fugindo da guerra na Síria.

A percentagem de pessoas que fazem uma ligação entre refugiados e risco terrorista alcança o recorde na Hungria e na Polônia (com 76% e 71%, respectivamente), países que proporcionalmente acolheram poucos imigrantes e nos quais os governos adotaram duras medidas a respeito dos refugiados. Os alemães, que são aqueles que receberam mais demandantes de asilo, compartilham 61% desta opinião, os italianos, 60%, e os britânicos, 52%.
Paradoxalmente, na França, um país duramente atingido por atentados em 2015, uma maioria (51%) não compartilha desta opinião.

De forma geral, "a crise dos refugiados e a ameaça terrorista estão claramente relacionados à opinião de vários europeus", considera o Instituto Pew Research. A pesquisa ainda destaca que o aumento recente do número de refugiados na Europa tomou um lugar preponderante na retórica anti-imigração da extrema direita em todo o continente e no controverso debate sobre a decisão do Reino Unido de abandonar a União Europeia.

A inquietação dos europeus se estende também ao impacto econômico dos refugiados. Uma percentagem importante (82% de húngaros e 75% de poloneses) os considera como uma carga "porque podem acabar com os trabalhos e ajudas sociais". Esta opinião também é compartilhada por 72% dos entrevistados na Grécia, 65% na Itália e 51% na França, segundo a pesquisa. O estudo foi realizado mediante entrevistas a 11.494 pessoas entre 4 de abril e 12 de maio.