"O presidente está desapontado que os conflitos de interesse impedem Joe diGenova e Victoria Toensing de se juntarem à sua equipe jurídica", disse o advogado de Trump, Jay Sekulow, em nota. A Casa Branca tinha anunciado nesta semana que diGenova tinha sido contratado para se juntar à equipe jurídica encarregada de responder à investigação do procurador especial Robert Mueller sobre a interferência russa nas eleições presidenciais de 2016.
Mas Trump rechaçou, pelo Twitter, neste domingo, qualquer indício de que enfrente problemas para criar uma defesa. "Muitos advogados e escritórios importantes querem me representar no caso da Rússia. (...) Não criem discursos falsos de que é difícil encontrar um advogado que queira assumir este caso", tuitou o presidente. "Um advogado nunca rejeitaria fama e fortuna, embora vários tenham conflitos", acrescentou.
Many lawyers and top law firms want to represent me in the Russia case...don’t believe the Fake News narrative that it is hard to find a lawyer who wants to take this on. Fame & fortune will NEVER be turned down by a lawyer, though some are conflicted. Problem is that a new......
— Donald J. Trump (@realDonaldTrump) 25 de março de 2018
John Dowd anunciou na quinta-feira que iria deixar o cargo de coordenador da equipe jurídica que representa Trump nesta investigação. Segundo diversos veículos de imprensa, a equipe jurídica e seu cliente teriam profundas divergências na estratégia para este caso.
Dowd teria recomendado Trump para se recusar a ser questionado por Mueller, mas o presidente está disposto a depor. DiGenova teria renunciado à defesa do presidente principalmente porque sua esposa, Victoria Toensing, defende um ex-porta-voz dos advogados do presidente e isso poderia incorrer em um conflito de interesses.
De acordo com vários meios de comunicação americanos, o temperamento de Trump - pouco aberto a conselhos - e potenciais conflitos de interesse teriam feito vários advogados desistirem de representá-lo.