Nicolás Maduro Guerra disse, nesta segunda-feira, 5, que seu pai, o presidente deposto Nicolás Maduro, e a primeira-dama Cilia Flores "voltarão" à Venezuela "mais cedo ou mais tarde" dos Estados Unidos, onde enfrentam a Justiça.
"Eles voltarão. Nossos olhos verão. Seremos testemunhas desse momento histórico. Não tenham dúvidas de que isso vai acontecer em nome de Deus, todo-poderoso", disse o deputado Maduro Guerra na posse do novo Parlamento, que manteve a maioria chavista.
Maduro foi deposto no sábado em uma operação militar dos Estados Unidos e levado para Nova York para ser julgado por narcotráfico.
“Apoio incondicional”
Ele ainda ofereceu seu “apoio incondicional” à presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, que também conta com o reconhecimento dos militares.
“A ti, Delcy Eloína, meu apoio incondicional para a difícil tarefa que tem pela frente. Conte comigo”, disse o filho de Maduro, popularmente conhecido como “Nicolasito”.
Novo Parlamento
A nova Assembleia Nacional conta com maioria absoluta do chavismo: 256 de 285 deputados. O deputado chavista Jorge Rodríguez, irmão da presidente interina, foi reeleito para a presidência do Parlamento.
A sessão começou aos gritos de "vamos, Nico!", um lema repetido na campanha eleitoral de 2024 de Maduro, cuja reeleição não foi reconhecida pela oposição e pelos Estados Unidos.
"O presidente da República Bolivariana da Venezuela, Nicolás Maduro Moros, foi sequestrado pelo governo dos Estados Unidos em um ataque bárbaro, insidioso e covarde, de viés fascista", disse no início da sessão o chavista Fernando Soto Rojas, que preside os debates por ser o legislador mais velho.
"O imperialismo ianque (é o) inimigo principal e fundamental do povo venezuelano, da região e do mundo", acrescentou.
"O senhor Trump pretende ser promotor, juiz e policial do mundo. Da Venezuela bolivariana, lhes dizemos: não poderão".
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