A operação militar Resolução Absoluta para capturar e retirar de Caracas o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, exigiu "meses de planejamento e ensaios" e contou com o uso de mais de 150 aeronaves dos Estados Unidos, afirmou neste sábado (3) o chefe do Estado-Maior, o general Dan Caine.
"A palavra integração não é suficiente para descrever a enorme complexidade de uma missão desse tipo, uma extração tão precisa: envolveu a decolagem de mais de 150 aeronaves em todo o hemisfério ocidental", disse Caine em uma coletiva de imprensa conjunta com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Surpresa durante a noite
Segundo a rede de notícias norte-americana CNN, o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e a esposa Cilia Flores teriam sido arrastados do próprio quarto no processo de captura de ambos.
Fontes consultadas pela CNN americana relataram que o casal foi surpreendido enquanto dormia. A operação teria sido realizada por um grupo de elite do Exército dos Estados Unidos, a chamada Força Delta. Mortes não teriam sido registradas.
A operação de ataque na Venezuela dos Estados Unidos já vinha sendo planejada pelo governo de Donald Trump desde a metade de dezembro.
Conforme a CNN, o plano chegou a ser interrompido por outros fatores, incluindo o clima. Além das condições meteorológicas, a decisão de Trump de atacar a Nigéria no Natal também adiou a incursão norte-americana em solo venezuelano.
Fontes consultadas pelo jornal salientaram que o plano dos EUA também considerou um governo de transição antes de que novas eleições sejam convocadas.
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