O Diário Oficial russo publica hoje os resultados oficiais do pleito, que confirmou a vitória do partido governista, Rússia Unida, com 49,32% dos votos. Segundo os resultados publicados pelo Rossiiskaia Gazeta, o partido de Putin terá a maioria absoluta de 238 cadeiras, de um total de 450, na Duma (Câmara Baixa).
Os resultados apontam 92 deputados ao Partido Comunista (19,19% dos votos), 64 ao Partido Rússia Justa (centro-esquerda, 13,24%), e 56 ao Partido Liberal Democrata (nacionalista, 11,67%). O partido de oposição liberal Iabloko, com 3,43% dos votos, não estará representado na Duma. De acordo com os resultados oficiais, a participação foi de 60,21%.
A missão de observadores da Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa (OSCE) anunciou ter constatado muitas irregularidades na votação. O site da ONG "Observador cidadão" afirma que os resultados reais das legislativas dariam ao Rússia Unida quase 20 pontos a menos, com uma participação real de pouco mais de 50%.
Putin critica os Estados Unidos
Na quinta, Putin acusou os Estados Unidos de incentivar os protestos que questionam os resultados do pleito e a secretária Hillary Clinton, especificamente, de "dar o tom para alguns ativistas da oposição". Putin disse, ainda, que centenas de milhões de dólares vindos do exterior foram usados para tentar influenciar o resultado das urnas. O primeiro-ministro afirmou que Hillary levantou a suspeita de fraudes sem ter provas. No início da semana, os Estados Unidos expressaram séria preocupação sobre o modo como se deu a eleição russa, que a secretária de Estado insinuou não ter sido livre nem justa.
Nos últimos dias, milhares de russos saíram às ruas para questionar os resultados das legislativas, vencidas pelo Rússia Unida, partido de Putin e do presidente Dimitri Medvedev, de maneira fraudulenta, segundo a oposição.