Mais de 20 países denunciaram, neste sábado (21), o bloqueio do estreito de Ormuz por parte do Irã e disseram estar prontos para contribuir para garantir uma navegação segura por essa passagem crucial para o comércio de hidrocarbonetos.
"Estamos prontos para contribuir com os esforços adequados para garantir a passagem segura pelo estreito", afirmou esse grupo de 22 países, em sua maioria europeus, mas que também inclui os Emirados Árabes Unidos e o Bahrain.
"Condenamos com máxima veemência os recentes ataques do Irã contra navios mercantes desarmados no Golfo, os ataques contra infraestruturas civis, incluindo instalações petrolíferas e de gás, e o fechamento na prática do estreito de Ormuz", declararam em um comunicado conjunto.
Capacidade reduzida do Irã
Já o exército dos Estados Unidos afirmou que a capacidade do Irã de ameaçar o estreito de Ormuz foi “reduzida” após o bombardeio, nesta semana, de uma instalação subterrânea onde eram armazenados mísseis de cruzeiro.
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“Não apenas destruímos a instalação, como também atingimos locais de apoio de inteligência e repetidores de radar de mísseis que eram usados para monitorar os movimentos dos navios”, declarou o almirante Brad Cooper, chefe do Comando Central dos Estados Unidos, em uma mensagem em vídeo publicada no X.
“A capacidade do Irã de ameaçar a liberdade de navegação no estreito de Ormuz e em seus arredores está reduzida como resultado disso, e não vamos deixar de perseguir esses alvos”, acrescentou.
Cooper disse que lançaram várias bombas de 5.000 libras (mais de 2 toneladas) sobre uma instalação subterrânea “fortificada” localizada na costa do Irã.
O Centcom havia revelado na terça-feira o uso das bombas antibunker, mas em sua mensagem de sábado Cooper detalhou seu impacto, em meio a uma crescente pressão sobre Washington para conter as repercussões da guerra com o Irã nos preços do petróleo e no comércio mundial.
Os preços do petróleo bruto dispararam por causa do confronto no estreito, com o barril de Brent do Mar do Norte subindo mais de 50% no último mês e superando agora os 105 dólares.
Na sexta-feira, o presidente americano Donald Trump atacou seus aliados da Otan, chamando-os de “covardes”, e os instou a garantir a segurança do estreito.
Também afirmou que os Estados Unidos estavam perto de cumprir seus objetivos militares e que consideravam “reduzir” seus esforços militares no Oriente Médio.
Cooper apontou que as forças americanas atacaram mais de 8.000 alvos militares, incluindo 130 navios iranianos, nas últimas três semanas.
As bombas de 5.000 libras (2.268 kg), que segundo um relatório de 2022 da Air Force Times custavam aproximadamente 288 mil dólares (R$ 1,53 milhão) cada, são menos potentes do que as bombas de 30.000 libras (13.600 kg) que os Estados Unidos lançaram sobre instalações nucleares iranianas no ano passado.