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Mais de 30 ficam feridos em protestos em Londres

Estudantes criticam elevação dos preços das matrículas nas universidades, aprovada hoje

	Mais de 30 ficam feridos em protestos em Londres
Mais de 30 ficam feridos em protestos em Londres Foto : Carl Court / AFP
Estudantes e policiais se enfrentaram nesta quinta-feira, no centro de Londres, durante uma violenta manifestação contra a elevação dos preços das matrículas nas universidades, aprovada hoje no Parlamento. Nove policiais e 22 manifestantes saíram feridos, e dez pessoas foram detidas durante os protestos, segundo a polícia.

Vários jovens foram vistos com o rosto ensanguentado, depois que os policiais agiram para impedir que os estudantes cercassem o Parlamento. Alguns manifestantes derrubaram as cercas metálicas que impediam o acesso à Parliament Square, que fica em frente ao prédio do Parlamento, enquanto outros atiravam bombas de fumaça contra a polícia, que enfrentou dificuldades para controlar a situação.

No início do protesto, um grupo de manifestantes conseguiu entrar na área comum da Câmara dos Comuns, perto do salão onde acontecia o intenso debate sobre o projeto de lei. O carro do príncipe Charles também foi atacado por manifestantes, mas ele e sua esposa, Camilla, saíram "ilesos", informou uma fonte da Clarence House, residência oficial do herdeiro do trono britânico.

Charles, de 62 anos, e Camilla, de 63, Duqueza da Cornuália, seguiam para um teatro no centro de Londres, quando seu carro foi chutado por manifestantes. O vidro traseiro lateral do veículo, onde Charles estava sentado, foi quebrado e o carro, atingido por tinta branca.

A câmara baixa do Parlamento britânico aprovou na tarde de hoje o polêmico projeto de lei que pode triplicar o preço das matrículas universitárias na Inglaterra, e que provocou tensões na coalizão integrada por conservadores e liberal-democratas liderada pelo premier David Cameron.
Após cinco horas de intenso debate, o projeto de lei foi aprovado por 323 votos contra 302, uma diferença de apenas 21 votos.

Apesar de algumas concessões de última hora, a maior parte dos 57 deputados do Partido Liberal Democrata, que integra o governo junto com o Partido Conservador, votou como esperado contra a alta das matrículas, uma das principais promessas de campanha de Nick Clegg, líder da formação. O projeto de lei, que integra o pacote de austeridade anunciado pelo governo para reduzir o déficit público, aumentará a partir de 2012 o preço das matrículas universitárias das atuais 3.290 libras (por ano) para 6 mil e até 9 mil libras (14,2 mil dólares) "em circunstâncias excepcionais".

A alta também afetará cidadãos de outros países da União Europeia (UE) que estudam na Grã-Bretanha, mas exclui estrangeiros de fora do bloco, que já pagam matrículas muito mais altas e fixadas livremente por cada universidade.

A câmara baixa do parlamento britânico aprovou na tarde desta quinta-feira o polêmico projeto de lei que pode triplicar o preço das matrículas universitárias na Inglaterra, e que provocou tensões na coalizão integrada por conservadores e liberal-democratas liderada pelo premier David Cameron.

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