Vários jovens foram vistos com o rosto ensanguentado, depois que os policiais agiram para impedir que os estudantes cercassem o Parlamento. Alguns manifestantes derrubaram as cercas metálicas que impediam o acesso à Parliament Square, que fica em frente ao prédio do Parlamento, enquanto outros atiravam bombas de fumaça contra a polícia, que enfrentou dificuldades para controlar a situação.
No início do protesto, um grupo de manifestantes conseguiu entrar na área comum da Câmara dos Comuns, perto do salão onde acontecia o intenso debate sobre o projeto de lei. O carro do príncipe Charles também foi atacado por manifestantes, mas ele e sua esposa, Camilla, saíram "ilesos", informou uma fonte da Clarence House, residência oficial do herdeiro do trono britânico.
Charles, de 62 anos, e Camilla, de 63, Duqueza da Cornuália, seguiam para um teatro no centro de Londres, quando seu carro foi chutado por manifestantes. O vidro traseiro lateral do veículo, onde Charles estava sentado, foi quebrado e o carro, atingido por tinta branca.
A câmara baixa do Parlamento britânico aprovou na tarde de hoje o polêmico projeto de lei que pode triplicar o preço das matrículas universitárias na Inglaterra, e que provocou tensões na coalizão integrada por conservadores e liberal-democratas liderada pelo premier David Cameron.
Após cinco horas de intenso debate, o projeto de lei foi aprovado por 323 votos contra 302, uma diferença de apenas 21 votos.
Apesar de algumas concessões de última hora, a maior parte dos 57 deputados do Partido Liberal Democrata, que integra o governo junto com o Partido Conservador, votou como esperado contra a alta das matrículas, uma das principais promessas de campanha de Nick Clegg, líder da formação. O projeto de lei, que integra o pacote de austeridade anunciado pelo governo para reduzir o déficit público, aumentará a partir de 2012 o preço das matrículas universitárias das atuais 3.290 libras (por ano) para 6 mil e até 9 mil libras (14,2 mil dólares) "em circunstâncias excepcionais".
A alta também afetará cidadãos de outros países da União Europeia (UE) que estudam na Grã-Bretanha, mas exclui estrangeiros de fora do bloco, que já pagam matrículas muito mais altas e fixadas livremente por cada universidade.
A câmara baixa do parlamento britânico aprovou na tarde desta quinta-feira o polêmico projeto de lei que pode triplicar o preço das matrículas universitárias na Inglaterra, e que provocou tensões na coalizão integrada por conservadores e liberal-democratas liderada pelo premier David Cameron.