A oposição acusa o regime de ter cometido um "massacre". "Esta matança não contribuirá para manter Ali Abdullah Saleh no poder", afirmou ao canal Al-Arabiya o porta-voz da oposição parlamentar, Mohamed al-Sabri.
De acordo com testemunhas, os partidários do regime abriram fogo sobre a manifestação a partir dos telhados dos edifícios próximos à Praça da Universidade, onde acontecem protestos desde 21 de fevereiro para exigir a saída de Saleh. "Muitos feridos foram atingidos por balas na cabeça, pescoço e peito", afirmou um médico à AFP.
Os manifestantes gritavam "o povo quer a queda do regime". Muitos exibiam cartazes de cor amarela, uma iniciativa de um grupo de jovens que batizou o dia de "sexta-feira da advertência" contra o presidente Saleh, que está no poder há 32 anos.
Os disparos tiveram início quando os manifestantes tentaram derrubar uma barricada criada por partidários do governo para bloquear uma das ruas que leva à Praça da Universidade. A polícia lançou bombas de gás lacrimogêneo contra os manifestantes e abriu fogo.