"O conflito, o colapso das infraestruturas do Estado e a escassez de dinheiro e combustível estão causando sérios problemas à população da Líbia", descreveu a subsecretária geral da ONU para Assuntos Humanitários, Valerie Amos, perante o Conselho de Segurança. A ONU não pode determinar com precisão o número de vítimas deixadas pelo conflito, que teve início em meados de fevereiro.
No entanto, a funcionária da ONU detalhou que, ao menos 746 mil pessoas abandonaram o país, cerca de 5 mil permanecem nos pontos fronteiriços do Egito, Tunísia e Níger e outras 58 mil estão desalojadas no oeste da Líbia. Amos advertiu que a escassez está paralisando o país e que isto impactará "gravemente" na população nos próximos meses, "sobretudo nos mais pobres e vulneráveis".
Os funcionários da ONU foram retirados de Trípoli após o edifício da organização ser saqueado, no dia 1º de maio, depois de um ataque da coalizão internacional que matou um dos filhos de Kadhafi.