Na quarta-feira, foi libertado o primeiro integrante do grupo – o vereador Marcos Baquero. No domingo, último dia das operações, será a vez de resgatar os militares Guillermo Solórzano e Salim Sanmiguel. A equipe sairá do departamento de Tolima, na região colombiana de Ibagué, em direção a um local definido pelos guerrilheiros.
As operações são acompanhadas por representantes do governo da Colômbia e do Comitê Internacional da Cruz Vermelha, além de dois integrantes da organização não governamental Colombianos e Colombianas pela Paz - Hernando Gómez e Danilo Rueda – e a ex-senadora Piedad Córdoba.
Combate à ação das Farc
Apesar do acordo para a libertação dos reféns, o presidente colombiano, Juan Manuel Santos, anunciou que vai intensificar o combate à ação das Farc. Segundo ele, 2 mil militares serão enviados para as áreas de Huila e Caquetá, onde há batalhões dos guerrilheiros. Os militares são treinados como atiradores de elite e na manipulação de explosivos.
No entanto, integrantes do governo informaram que mais 16 reféns deverão ser resgatados em breve. Não há definição de datas, mas as negociações começaram. Para a libertação dos sequestrados, são firmados protocolos de segurança.
Os protocolos são negociados pelos comandos das Farc e do governo Santos sob mediação da Cruz Vermelha Internacional, de organizações não governamentais e de Piedad Córdoba. Em geral, consistem em suspender voos militares e definir horários para os voos comerciais nas áreas onde ocorrem os resgates.