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Mali anuncia detenção de dois suspeitos de atentado contra hotel

Ataque terminou com 21 mortos

Presidente do Mali, Ibrahim Boubacar Keita, no funeral de três chineses que morreram no atentado
Presidente do Mali, Ibrahim Boubacar Keita, no funeral de três chineses que morreram no atentado Foto : Habibou Kouyate / AFP / CP
Dois suspeitos relacionados ao atentado contra o hotel Radisson em Bamako, em 20 de novembro, foram detidos na capital nesta quinta-feira por forças especiais do Mali. Especialistas franceses e da ONU colaboram na investigaçãodo ataque no hotel de Bamako e na busca dos cúmplices dos agressores. 

Na recepção do hotel, os investigadores encontraram uma mala com granadas que foi abandonada pelos criminosos, segundo o procurador. O Radisson Blu foi atacado por homens armados que tomaram quase 170 pessoas como reféns, entre clientes e funcionários. As autoridades de segurança do Mali, apoiadas por forças especiais francesas, americanas e oficiais da Minusma, libertaram os reféns. O ataque terminou com 21 mortos, sendo 18 clientes, 14 estrangeiros, um policial malinês e os dois criminosos, segundo o governo. A Minusma contabilizou 22 mortos, incluindo dois jihadistas.

Ataques Reivindicados

O ataque foi reivindicado pelo grupo jihadista Al-Murabitun, liderado pelo argelino Mokhtar Belmokhtar, com a participação da Al-Qaeda no Magreb Islâmico (AQMI). O Al-Murabitun afirmou que a ação foi executada por duas pessoas, dando a entender que eram naturais do Mali. A reivindicação em árabe, divulgada pelo canal de televisão Al-Jazeera, os identificou como Abdelhakim al-Ansari e Moez al-Ansari. "Al-Ansari" é usado na terminologia jihadista para designar os combatentes autóctones. 

Outro grupo jihadista, a Frente de Libertação de Macina (FLM), implantado no centro dp país, também reivindicou o atentado. "A Frente de Libertação de Macina (FLM) reivindica o ataque contra o (hotel) Radisson em Bamako com a colaboração do Ansar Dine", afirma um comunicado, que cita um grupo jihadista do nordeste do país. O texto é assinado por Ali Hamma, porta-voz do FLM, um grupo criado no início do ano e liderado pelo pregador radical Amadou Koufa.  O FLM indicou que o ataque foi cometido por um comando de cinco homens: dois morreram e três sobreviveram à ação.

Luto

Três países vizinhos, Senegal, Mauritânia e Guiné, se associaram ao luto em memória das 19 vítimas do ataque reivindicado por dois grupos jihadistas diferentes. A investigação segue por várias pistas sem quaisquer certezas sobre a nacionalidade dos autores do ataque.