Confrontos durante manifestação no Egito, neste domingo, já deixaram 16 pessoas mortas, segundo o diário estatal Al-Ahram. No dia em que se comemora o quarto aniversário do início da Primavera Árabe, partidários do antigo presidente islamita Mohamed Mursi fizeram uma manifestação na capital para protestar contra Abdel Fattah al-Sissi, ex-chefe do Exército e atual chefe de Estado.
Para deter o grupo, policiais lançaram bombas de gás lacrimogêneo e dispararam contra a multidão de centenas de pessoas que gritava slogans hostis contra islamitas e novas autoridades. Eles tentavam chegar à Praça Tahir, no Cairo, epicentro da revolução. No sábado, uma manifestante foi morta pela polícia, durante protesto.
A revolta de 2011 levou à destituição do presidente Hosni Mubarak. Al-Sissi foi eleito em maio, com mais de 90% dos votos, depois de ter destituído Mursi, em julho de 2013. Ele tem apoio de grande parte da opinião pública, cansada de quatro anos de instabilidade política e de crise econômica. No entanto, seus detratores acusam-no de ter instaurado um regime ainda mais autoritário que o de Mubarak, reprimindo a oposição islâmica e laica.
Manifestação no Egito deixa 16 mortos em confrontos com a polícia
Domingo completa quatro anos do início da "Primavera Árabe"