Dezesseis policiais ficaram feridos, um deles com gravidade, e 26 civis detidos depois de uma manifestação que reuniu milhares de pessoas no Centro Histórico de Lima, no Peru, contra a lei trabalhista para os jovens, aprovada em dezembro pelo governo.
O ministro do Interior, Daniel Urresti, disse aos jornalistas que os policiais agiram no Centro Histórico de Lima depois de terem sido atacados com paus e pedras. Ele ainda acrescentou que participaram da manifestação cerca de 3,5 mil pessoas, muitas ligadas a centrais sindicais.
O ministro acusou a Confederação Geral dos Trabalhadores do Peru, a Confederação dos Trabalhadores e o Movimento pela Anistia e Direitos Fundamentais, grupo vinculado ao Sendero Luminoso, de serem os causadores da violência.
A lei, aprovada em dezembro, gerou polemica no Peru, com críticas à vulnerabilidade dos direitos trabalhistas dos jovens entre 18 e 24 anos. A lei prevê um salário mínimo e segurança social para os jovens, mas reduz as férias para 15 dias e não considera o pagamento de prêmios e compensações por tempo de serviço.
O presidente do Peru, Ollanta Humala, defende a lei, alegando que ela procura reduzir o mercado de trabalho paralelo, que afeta 1 milhão de trabalhadores nessa faixa etária, e incentivar a capacitação de jovens sem formação profissional.
Manifestação no Peru deixa 16 policiais feridos e 26 civis detidos
Lei trabalhista tira benefícios de jovens entre 18 e 24 anos