Não foram registrados incidentes durante a manifestação em frente à embaixada de Israel, no centro de Paris, convocada por todas as grandes organizações judaicas da França.
"Infelizmente, durante muitas manifestações (pró-palestinas) ouvimos o ódio a Israel e aos judeus (...) Nesta tarde, nesta manifestação, não há ódio ao povo palestino, mas ódio a um movimento terrorista que tem como objetivo a solução final ao povo judeu", declarou Joël Mergui, presidente do Consistório Israelita Central.
Paralelamente, dezenas de manifestantes pró-palestinos se reuniram no norte da capital a pedido do coletivo EuroPalestine. "Fim à colaboração com o terrorismo do Estado israelense", podia ser lido em um cartaz com imagens de cadáveres infantis. Outros cartazes evocavam a dissolução da Liga da Defesa Judaica (LDJ), estudada pelo Ministério do Interior.
Nesta quinta-feira, o jornal Libération falou de uma possível dissolução da LDJ, um grupo de jovens radicais envolvidos em recentes confrontos com ativistas pró-palestinos.
Após 24 dias de conflito, o número de mortos entre os palestinos chegou a 1.395 e mais de 8.100 feridos, em sua grande maioria civis. Do lado israelense, 56 soldados e três civis morreram.