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Manifestações a favor e contra Mursi geram tensão no Egito

Exército reforçou presença nas grandes cidades para proteger prédios públicos

Milhares de egípcios saíram às ruas nesta sexta-feira para se manifestar, uns em apoio a Mohamed Mursi e outros para exigir a saída do presidente islamita, em um país profundamente dividido entre opositores e defensores do atual governo.

Temendo novos episódios de violência, o Exército reforçou a presença nas grandes cidades para proteger os prédios públicos. Mas violentos confrontos já foram registrados em Alexandria, segunda maior cidade do Egito. De acordo com a agência de notícias oficial Mena, uma pessoa morreu e 70 ficaram feridas até o momento.

Os partidos islamitas convocaram uma manifestação de "duração indeterminada" a partir desta sexta-feira, com o objetivo de defender a "legitimidade" de Mursi, que a oposição acusa de monopolizar o poder. Eles se reuniram em frente à mesquita Rabaa al-Adawiya de Nasr City, subúrbio do Cairo.

Na Praça Tahrir, no centro da capital, e em outros bairros, milhares de manifestantes anti-Mursi carregam em passeatas bandeiras egípcias aos gritos de "Fora!". Os opositores ao regime também protestam no Delta do Nilo(norte) e em Port Said, às margens do Canal de Suez, segundo uma autoridade da Segurança.

Estas demonstrações de força aumentam o clima de tensão no país, onde quatro pessoas morreram e 30 ficaram feridas na noite de quinta-feira em confrontos em Ach Charqiya, no norte.

Em 21 de junho, dezenas de milhares de islamitas se reuniram em apoio a Mursi, primeiro presidente civil do Egito. A oposição convocou uma manifestação em massa no domingo, data do aniversário de um ano de posse do presidente, para exigir eleições antecipadas.

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