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Manifestações deixam 11 mortos no Egito

Irmandade Muçulmanda alega que polícia matou 19 pessoas

Irmandade Muçulmanda alega que polícia matou 19 pessoas
Irmandade Muçulmanda alega que polícia matou 19 pessoas Foto : Khaled Kamel / AFP / CP
Pelo menos 11 pessoas morreram nesta sexta-feira, em várias cidades do Egito, durante confrontos entre a polícia e apoiadores da Irmandade Muçulmana, anunciou o Ministério da Saúde. Os maiores incidentes ocorreram no Cairo, na Alexandria, Ismailia e em Fayum.

A Coligação Nacional de Apoio à Legalidade, liderada pela Irmandade Muçulmana, e que promoveu os protestos, emitiu um comunicado onde diz que 19 apoiadores foram mortos pela polícia. Dezenas de manifestantes também foram feridos nos protestos contra o atual governo de transição, que, no final de dezembro, declarou a confraria como “organização terrorista”.

Os confrontos no Cairo eclodiram em Nasr City. Os manifestantes lançaram pedras e tochas incendiárias em direção à polícia, que respondeu com granadas de gás lacrimogêneo. Um carro foi destruído e diversas viaturas danificadas durante os atos de violência, enquanto grupos de civis se envolviam em confrontos com os simpatizantes islamitas, apoiadores do ex-presidente Mohamed Morsi. Ele foi deposto pelos militares em 3 de junho, na sequência de protestos em massa contra o seu governo.

A Aliança Nacional apelou às manifestações após ter anunciado o boicote ao referendo constitucional, previsto para este mês. Os apoiadores da confraria e de Mohamed Morsi, o primeiro presidente do Egito eleito democraticamente, rejeitam a nova Constituição elaborada pelas autoridade de transição e que sofreu importantes emendas após a deposição do chefe de Estado islamita.

Em dezembro, as autoridades declararam a Irmandade uma “organização terrorista” e acusaram o grupo de envolvimento nos recentes ataques a instituições estatais e igrejas, ocorridos desde o afastamento de Morsi.

Responsáveis do ministério do Interior avisaram que quem participar dos protestos da Irmandade, após a sua designação como organização terrorista, será punido com cinco anos de prisão, enquanto os líderes dos protestos poderão ser condenados à pena de morte.

O ministro do Interior egípcio disse que foram detidos em todo o país 150 membros da Irmandade. Eles estariam carregando armas ou explosivos.

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