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Manifestações marcam Dia do Trabalho pelo mundo

Na Europa, milhares saíram às ruas protestar contra medidas de austeridade

Manifestantes levaram cartazes para protestar no Dia do Trabalho na Europa
Manifestantes levaram cartazes para protestar no Dia do Trabalho na Europa Foto : Dominique Faget / AFP / CP
O Dia do Trabalho foi marcado por diversas manifestações em todo o mundo nesta quarta-feira. A data movimentou principalmente países da Europa, afetados pelo alto índice de desemprego. Na Ásia, trabalhadores denunciaram as precárias condições de trabalho. Do Vaticano, o Papa Francisco pediu que os políticos atuem para gerar empregos, respeitando as "regras da justiça social".

Tanto na Grécia como na Espanha, os dois países da Europa com índices recordes de desemprego, acima de 27% da população economicamente ativa, milhares de pessoas saíram às ruas. "Sou um felizardo porque tenho trabalho, mas a velocidade com a qual estão destruindo o emprego na Espanha é tão grande que acredito que em breve serei afetado", afirmou José Antonio Sebastián, um engenheiro de 50 anos. "A insegurança prevalece entre os jovens. Não há nada que me estimule a continuar estudando", disse em Atenas Yorgos Tavoularis, de 21 anos.

Quase 13 mil pessoas, segundo a polícia, protestaram em Atenas e Salônica, no momento em que o país passa por drásticos cortes dos salários e pensões, além de viver o sexto ano consecutivo de recessão. Os barcos ficaram parados no Dia do Trabalho, o que impede as ligações com as ilhas, em consequência de uma greve convocada pelos sindicatos do setor marítimos.

No Vaticano, o Papa Francisco fez um apelo para que os políticos "façam todo o possível para reativar o mercado de trabalho" e denunciou o desemprego como consequência de um pensamento econômico que omite "as regras da justiça social".

Em Istambul, manifestantes enfrentaram a polícia com gritos de "morte ao fascismo", "longa vida ao 1º de Maio", depois que as autoridades proibiram os protestos na Praça Taksim, lugar emblemático da cidade turca, alegando obras de reforma. Um esquema montado com 22 mil policiais foi mobilizado para fechar o acesso aos milhares de manifestantes. Dez pessoas ficaram feridas nos confrontos e 20 foram detidas.

A Ásia deu início às manifestações do Dia do Trabalho com protestos em Bangladesh, onde os funcionários do setor têxtil trabalham em péssimas condições para marcas ocidentais. Milhares protestaram em Dacca para denunciar a morte de mais de 400 pessoas no desabamento de um prédio que abrigava unidades de confecção. Em outros países asiáticos, as pessoas exigiram aumentos salariais e melhores condições de trabalho.

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