Eles incendiaram um dos veículos e as forças de segurança responderam com golpes de cassetetes e bombas de gás lacrimogêneo e efeito moral. Pelo menos duas pessoas ficaram feridas nos confrontos. Dezenas de pessoas usavam capacetes ou máscaras carnavalescas, em sinal de desprezo a uma das novas leis, que pune as pessoas que protestarem mascaradas. "A nova legislação é ilegal. Nós declaramos ilegal a nova legislação adotada", declarou Klitschko, líder do Partido Udar (Golpe), em um palco instalado na praça.
Ele pediu que as forças de segurança se unam aos opositores. "Peço às forças de ordem: passem para o lado do povo!", lançou. "O Parlamento perdeu sua legitimidade. Isso significa que devemos criar um conselho do povo entre os políticos opositores", afirmou Arseni Yatseniuk, integrante do partido da opositora Yulia Timoshenko. Alguns políticos foram vaiados pela multidão, acusados de não terem um plano de ação e um verdadeiro líder.
Depois de o movimento de contestação ter conseguido mobilizar centenas de milhares de pessoas em dezembro, ele perdeu força após a assinatura, no dia 17 de dezembro, em Moscou, de acordos econômicos que forneciam um crédito de 15 bilhões de dólares à Ucrânia e reduziam o preço do gás russo em cerca de um terço. "Precisamos passar a ações mais decisivas", declarou o estudante Ruslan Kochevarov.