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Manifestantes incendeiam prédios do governo na Líbia, diz TV

Diplomatas líbios no exterior renunciaram e ampliam pressão contra Gaddafi

Manifestantes incendeiam prédios do governo na Líbia, diz TV
Manifestantes incendeiam prédios do governo na Líbia, diz TV Foto : Libyan TV / AFP / CP
A TV Al Jazeera, com sede no Qatar, relatou que manifestantes saquearam e queimaram prédios como os do principal tribunal, de um banco, da agência de inteligência e de uma TV estatal e ao menos duas estações policiais na Líbia.

A BBC informou que, devido às mais de 200 mortes de manifestantes, muitos diplomatas líbios anunciaram que vão deixar seus cargos. Os protestos, que foram mais expressivos na região de Benghazi, a segunda maior cidade do país, são contra o governo de mais de 40 anos de Muammar Gaddafi.

Ainda em Trípoli, há relatos de que vigilantes de uma prisão desertaram em meio aos protestos, abrindo o caminho para possíveis fugas do estabelecimento.

Benghazi fica a 1.000 km a leste de Trípoli e é o epicentro das manifestações que exigem o fim do regime de Gaddafi, há mais de quatro décadas no poder.

Filho de Gaddafi alertou para risco de guerra civil

Mais cedo, Saif al Islam Gaddafi, filho do líder líbio, disse em entrevista à televisão que a Líbia está à beira da "guerra civil" e que a violência é resultado de um "complô estrangeiro".

Em Bruxelas, a ministra espanhola de Relações Exteriores, Trinidad Jiménez, afirmou que a União Europeia (UE) estuda retirar seus cidadãos da Líbia, em particular da cidade de Benghazi.

Trinidad fez a declaração antes de uma reunião de ministros europeus das Relações Exteriores: " Estamos extremamente preocupados com a repressão aos protestos na Líbia, e estamos coordenando a possível retirada dos cidadãos da UE, especialmente de Benghazi."

Duas das principais cidades líbias estão sob o poder de manifestantes

Organizações não governamentais informaram, nesta segunda-feira, que duas das principais cidades da Líbia, Benghazi e Syrte, estão em poder dos manifestantes em decorrência de deserções no Exército. A organização denominada Federação Internacional das Ligas de Direitos Humanos informou ainda que morreram entre 300 e 400 pessoas.

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