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Manifestantes invadem sede do Exército na Tailândia

Mobilização pediu apoio dos militares contra governo de Yingluck Shinawatra

Manifestantes invadem sede do Exército na Tailândia
Manifestantes invadem sede do Exército na Tailândia Foto : Nicolas Asfouri / AFP / CP
Os manifestantes que exigem há semanas a saída do governo tailandês entraram à força nesta sexta-feira na sede do Comando das Forças Terrestres, indicou à um porta-voz militar. Há um mês, manifestantes organizam protestos regulares contra a chefe de Governo, Yingluck Shinawatra, e seu irmão Thaksin, ex-primeiro-ministro deposto em 2006 por um golpe de Estado, mas que continua no centro da política, apesar do exílio.

Mas esta semana a mobilização ganhou força com a ocupação de vários prédios oficiais, incluindo o Ministério das Finanças. Nesta sexta, os manifestantes forçaram o portão às 12h10min (3h10 no horário de Brasília) e entraram no complexo", mas não nos edifícios. Milhares de pessoas estavam presentes no local. Segundo os manifestantes, a intenção é pedir aos militares para que se juntem a eles.

"Queremos mostrar ao Exército que o povo é forte e corajoso. Nós queremos saber se o Exército ficará ao lado das pessoas", disse um dos líderes do protesto, Amorn Amornrattananont. "Não queremos um golpe de Estado militar", acrescentou.

Uma possibilidade que não é absurda em um país que viveu 18 golpes de Estados ou tentativas desde o estabelecimento da monarquia constitucional, em 1932. Milhares de outros manifestantes fizeram uma passeata em direção à sede do partido Puea Thai no poder. A situação no início desta tarde era tensa em frente ao prédio protegido por dezenas de policiais, segundo jornalistas da AFP.

A revolta da oposição foi provocada por uma lei de anistia, especialmente redigida segundo os manifestantes para permitir a volta do irmão de Yingluck e evitar uma condenação a dois anos de prisão por fraude financeira. Após semanas de mobilização, os manifestantes não dão mostras de desistência, e para esta sexta-feira novas manifestações estão previstas.

As manifestações são as mais importantes desde 2010, quando 100.000 partidários de Thaksin, os "camisas vermelhas", ocuparam o centro de Bangcoc durante dois meses para reclamar a saída do governo da época, dirigida pelo democrata Abhisit Vejajiva.

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