Mas esta semana a mobilização ganhou força com a ocupação de vários prédios oficiais, incluindo o Ministério das Finanças. Nesta sexta, os manifestantes forçaram o portão às 12h10min (3h10 no horário de Brasília) e entraram no complexo", mas não nos edifícios. Milhares de pessoas estavam presentes no local. Segundo os manifestantes, a intenção é pedir aos militares para que se juntem a eles.
"Queremos mostrar ao Exército que o povo é forte e corajoso. Nós queremos saber se o Exército ficará ao lado das pessoas", disse um dos líderes do protesto, Amorn Amornrattananont. "Não queremos um golpe de Estado militar", acrescentou.
Uma possibilidade que não é absurda em um país que viveu 18 golpes de Estados ou tentativas desde o estabelecimento da monarquia constitucional, em 1932. Milhares de outros manifestantes fizeram uma passeata em direção à sede do partido Puea Thai no poder. A situação no início desta tarde era tensa em frente ao prédio protegido por dezenas de policiais, segundo jornalistas da AFP.
A revolta da oposição foi provocada por uma lei de anistia, especialmente redigida segundo os manifestantes para permitir a volta do irmão de Yingluck e evitar uma condenação a dois anos de prisão por fraude financeira. Após semanas de mobilização, os manifestantes não dão mostras de desistência, e para esta sexta-feira novas manifestações estão previstas.
As manifestações são as mais importantes desde 2010, quando 100.000 partidários de Thaksin, os "camisas vermelhas", ocuparam o centro de Bangcoc durante dois meses para reclamar a saída do governo da época, dirigida pelo democrata Abhisit Vejajiva.