A manifestação conta com o apoio da Irmandade Muçulmana, que ganhou força política nas eleições parlamentares, concluídas em janeiro deste ano. "A Junta Militar, na minha opinião, não atua de maneira a transferir o poder (para um candidato que venha a ser eleito)", disse Khairat Al Shater, que faz parte da Irmandade Muçulmana.
O fim do governo Murak não encerrou, por exemplo, os privilégios conquistados pelos militares durante sua gestão. As concessões dadas a eles geram protestos no Egito, que sofre com o desemprego, com dificuldades na economia interna e com registros de limitações ao acesso à alimentação por parte da população.
A Junta Militar é comandada pelo marechal Hussein Tantawi, que participou de uma fase do governo Mubarak. Para os manifestantes, Tantawi resiste em promover eleições presidenciais no país e implementar as reformas prometidas quando o assumiu o governo.