O presidente do Iêmen, Ali Abdullah Saleh, no poder há 32 anos, anunciou na quarta-feira que não disputará a reeleição e fez mais concessões à oposição, após manifestações inspiradas pelos protestos populares na Tunísia e no Egito. Saleh propôs a formação de um "governo de unidade nacional", informou que adiará as eleições legislativas previstas para 27 de abril, muito questionadas pela oposição, e disse que é favorável da adoção de reformas políticas antes do pleito.
"Não haverá governo hereditário nem presidência vitalícia", disse Saleh, cujo atual mandato termina em 2013, durante uma reunião extraordinária com o Parlamento e o Majlis Al Shura (conselho consultivo).