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Manifestantes protestam contra tratados de livre comércio

Opositores temem que medida provoque desregulação generalizada e perda de poder dos governos

Convocação convidava a protestar contra outros tratados de livre comércio
Convocação convidava a protestar contra outros tratados de livre comércio Foto : John Macdougall / AFP / CP
Centenas de manifestações ocorreram neste sábado, em todo o mundo, contra os tratados de livre comércio, em particular o que os Estados Unidos e União Europeia negociam. O Acordo de Parceria Transatlântica de Comércio e Investimento (TTIP) tem como objetivo suprimir as barreiras alfandegárias e regulatórias entre Estados Unidos e Europa. Opositores temem que a medida provoque desregulação generalizada e perda de poder dos governos.

A convocação deste sábado – lançada por um grupo internacional de associações, ONGs, sindicatos e partidos políticos em 45 países – prevê cerca de 750 manifestações em todo o mundo. Em Madri, milhares se reuniram a poucos metros do central Museu do Prado para protestar contra o TTIP, em um ambiente festivo. Entre os participantes havia militantes do partido antiliberal Podemos, do movimento ecologista Equo, do Partido Comunista espanhol e de sindicatos de esquerda.

"A Europa tem muito o que perder. Vão perder garantias. Garantias na saúde e no consumo", declarou María Ángeles González, funcionária de 57 anos. "Queremos que nos informem. Se isto é secreto é porque escondem algo. O Estado perderá todos os seus direitos e as multinacionais vão fazer as leis", lamentava Fidel Gonzalo.

Na Alemanha, onde o TTIP gera questionamentos, dezenas de milhares de pessoas protestavam neste sábado, em 230 manifestações organizadas em 170 cidades e povoados, segundo um porta-voz da associação antiglobalização Attac.A convocação convidava a protestar contra outros tratados de livre comércio, como o TISA, um acordo para liberalizar o comércio de serviços que envolve 23 países, incluindo os Estados Unidos e a UE.