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Maria do Rosário discursa na ONU sobre autoritarismo no norte da África

"Nenhum governo se sustentará pela força e a violência", afirmou a secretária nacional dos Direitos Humanos

Maria do Rosário discursa na ONU sobre violência no norte da África
Maria do Rosário discursa na ONU sobre violência no norte da África Foto : Fabrice Cofrinni/AFP
Em pronunciamento na abertura da 16ª Sessão do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, em Genebra (Suíça), a secretária dos Direitos Humanos do Brasil, Maria do Rosário, criticou os regimes autoritários, nesta segunda-feira. Ela destacou ainda "o compromisso da presidente Dilma Rousseff" com essas práticas na Organização das Nações Unidas (ONU).

Ao se referir à crise política no norte da África e Oriente Médio, a ministra disse que "é preciso evitar estereótipos" para entender as diferentes realidades dos países árabes. Segundo ela, "nenhum governo se sustentará pela força e pela violência. Nenhum povo suportará, em silêncio, a violação de seus direitos fundamentais".

No discurso, Maria do Rosário lembrou que os regimes ditatoriais do Oriente Médio são um alerta de muito tempo para a democracia e para os direitos humanos, que, nesses locais, foram oprimidos. Segundo a ministra, no governo Dilma, direitos humanos não se negociam, pois ela é intransigente com o tema.

Maria do Rosário também deixou claro que o governo brasileiro reconhece o "direito à verdade" das vítimas da ditadura militar no País (1964-1985). "O direito à memória e à verdade é um aspecto integral dos direitos humanos e um instrumento fundamental para o fortalecimento da democracia", reconheceu.

Após afirmar que para o seu governo "não há hierarquia entre direitos econômicos, sociais e culturais, de um lado, e direitos civis e políticos, do outro", Maria do Rosário assegurou que "foi na luta pelo exercício destas liberdades que o povo brasileiro superou um regime autoritário e recuperou a democracia".


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