A líder da Frente Nacional havia publicado as três fotos dos crimes do Estado Islâmico (EI) para protestar pelo paralelismo estabelecido por um jornalista entre seu partido e o grupo jihadista, também conhecido como Daesh (por
suas iniciais em árabe).
Antes de publicar as três imagens, a líder ultradireitista havia publicado um tuíte no qual convocava o jornalista Jean-Jacques Bourdin a retirar suas "declarações imundas" por um "paralelo feito (...) entre o Daesh e a FN". As declarações de Bourdin, feitas em um programa das emissoras BMFTV-RMC quando entrevistava um especialista do mundo árabe, foram minimizadas por ele, que considerou histérica a reação.
"Não disse em nenhum momento que a FN é como o Daesh, tenho verdadeiramente muito respeito pelos eleitores da FN para entrar em uma polêmica inútil", disse. No domingo, a Frente Nacional obteve um número recorde de votos no segundo turno das eleições regionais, impulsionada pelas preocupações sobre a crise migratória na Europa e pelos ataques jihadistas de 13 de novembro em Paris, reivindicados pelo EI. No entanto, não conseguiu obter o poder de nenhuma das 13 regiões do país.
.@JJBourdin_RMC, #Daesh c'est ÇA ! MLP pic.twitter.com/iodMqLeg5h — Marine Le Pen (@MLP_officiel) 16 dezembro 2015
.@JJBourdin_RMC, #Daesh c'est ÇA ! MLP pic.twitter.com/iodMqLeg5h — Marine Le Pen (@MLP_officiel) 16 dezembro 2015