A Marinha do Chile reconheceu que seu serviço oceanográfico não alertou claramente a presidente Michelle Bachelet sobre a iminência de um tsunami posterior ao terremoto do sábado. A onda gigante atingiu vários povoados e portos chilenos, matando centenas de pessoas. No total, há 799 mortes confirmadas pelo tremor no país.
O chefe da Marinha, almirante Edmundo González, disse à televisão estatal, na noite de ontem, que "a presidente telefonou para ver se seria mantido o alerta. Nós fomos pouco claros na informação que entregamos a ela". Por sua vez, o chefe do Estado-Maior da Defesa Nacional, general do Exército Cristián Le Dantec, evitou criticar abertamente a Marinha. Ele reconheceu, porém, que "efetivamente, nunca disseram ''aí vem um maremoto''".
O comandante da Aeronáutica, general Ricardo Ortega, disse ontem que horas após o terremoto havia aviões disponíveis para levar ajuda, mas não houve ordem para isso das autoridades civis. O presidente eleito Sebastián Piñera fez uma crítica velada ao atual governo. Piñera afirmou ontem que havia "um grave perigo de tsunami" após o terremoto. "O que um governo deve fazer é antecipar-se aos problemas."
A Marinha somente informou quatro horas depois do terremoto sobre o risco de um tsunami. Meia hora depois, vários povoados já sofriam com as ondas gigantes. A informação errônea do Serviço Hidrográfico e Oceanográfico da Marinha dava a entender que o tsunami estava descartado.
Marinha chilena reconhece erro em alerta sobre tsunami
No total, há 799 mortes confirmadas pelo tremor no país