O incidente foi uma reviravolta inesperada depois de dias de tensões crescentes entre o Irã e os Estados Unidos. Teerã lançou advertências aos americanos de que não permitiriam a passagem do porta-aviões "USS John C. Stennis" através do estreito de Ormuz.
Neste sábado, o Irã avaliou positivamente a liberação dos marinheiros iranianos. "Consideramos a ação das forças americanas que salvaram a vida de marinheiros iranianos como um gesto humanitário positivo e felicitamos essa iniciativa", disse o porta-voz do Ministério iraniano de Relações Exteriores, Ramin Mehmanparast, ao canal de televisão Al Alam.
Salvamento
"Uma equipe de supervisão, abordagem, revista e apreensão do 'Kidd' abordou o 'Al Molai' e deteve 15 supostos piratas que haviam mantido reféns 13 membros da tripulação iraniana durante várias semanas", destacou o comunicado do Pentágono. "O 'Al Molai' havia sido sequestrado e utilizado como 'nave mãe' para as operações dos piratas no Golfo Pérsico, segundo membros da tripulação do navio iraniano", explicou.
Os piratas, supostamente somalis, estão detidos no "Stennis", destacou um porta-voz do Pentágono, capitão John Kirby. "Os iranianos e o 'dhow' (o pesqueiro) foram libertados e estão a caminho de casa", disse.
Antes do resgate, outro barco iraniano, a motor, havia emitido também um pedido de socorro ao suspeitar de um ataque de piratas. Um helicóptero de outro navio da Marinha dos Estados Unidos, que também estava embarcado no porta-aviões "Stennis", o "USS Mobile Bay", respondeu ao chamado, segundo Kirby. Mas os piratas lançaram objetos na água e "subiram no barco e não pudemos deter os piratas porque não havia provas", acrescentou.