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Maurício Macri presta juramento na Argentina

Novo presidente foi muito ovacionado na chegada ao parlamento

Novo presidente foi muito ovacionado na chegada ao parlamento
Novo presidente foi muito ovacionado na chegada ao parlamento Foto : Eitan Abramovic / AFP / CP
*Com informações de Cristiano Munari

O novo presidente da Argentina, Maurício Macri, chegou ao Congresso argentino no começo da tarde desta quinta-feira para tomar posse como chefe de Estado do país. Acompanhado da esposa e das duas filhas, Macri foi muito ovacionado na sua chegada e bastante cumprimentado por integrantes do parlamento. Após a caminhada até o centro do Congresso, Macri e a companheira de chapa Gabriela Michetti assinaram o livro que inicia a cerimônia de posse presidencial.

Durante o discurso, Macri pediu união ao povo argentino. "Queremos nos unir na adversidade. Queremos o apoio de todos, das pessoas que se sentem de direita e esquerda", disse. O novo presidente prometeu ainda diálogo com o congresso: "Como presidente, quero ser alguém que possa se comunicar com todos os argentinos".

O presidente destacou que trabalhará muito na área de segurança do país. "Vamos combater o narcotráfico como nenhum governo fez antes", prometeu. Macri fez críticas diretas a Cristina e foi muito aplaudido nas suas afirmações.

Macri encerra o discurso no Congresso dizendo que os argentinos serão imparáveis se se unirem. "Vamos Argentina", diz antes da saudação. Ele agora deixa o Parlamento e, de carro, se dirige para a Casa Rosada, sede do governo argentino onde receberá a faixa.

Macri se tornou conhecido na Argentina ao ser presidente do Boca Juniors por 12 anos, de 1995 a 2007. Foi em 2007 que se elegeu pela primeira vez prefeito de Buenos Aires – foi reeleito em 2011. Antes disso já havia concorrido e conquistado uma vaga no parlamento em 2003.

Para se tornar presidente, Mauricio Macri derrotou o candidato governista Daniel Scioli no segundo das eleições argentinas no último dia 22. Principal opositor do Kirchnerismo, Macri obteve 51% dos votos contra 48% do candidato indicado por Cristina Kirchner.