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Meio-irmão de Obama diz que votará em Donald Trump

Malik Obama se disse decepcionado com o que considera pouco caso do irmão com Quênia

Apesar de ser criticado por sua política xenófoba, Trump ganhou voto de meio-irmão de Obama, que tem dupla nacionalidade
Apesar de ser criticado por sua política xenófoba, Trump ganhou voto de meio-irmão de Obama, que tem dupla nacionalidade Foto : Sara Davis / Getty Images / AFP / CP
Malik Obama, o meio-irmão de Barack Obama, revelou que votará no candidato republicano Donald Trump nas eleições presidenciais de novembro por se sentir decepcionado pelo pouco caso que, em sua opinião, o presidente americano dá à sua família queniana, contou nesta segunda-feira à agência de notícias AFP.

“Este Trump é um cara realmente 'cool' e o admiro porque fala com o coração e tem os pés no chão”, declarou Malik Obama, entrevistado por telefone de Nairóbi, em sua casa na aldeia de Kogelo, no Oeste do Quênia, de onde é originária a família paterna de Barack Obama.

“Trump está, antes que nada, preocupado com a segurança e quer dar sua grandeza à América”, acrescentou ele, antes de alfinetar o partido do meio-irmão: “Trump é honesto, como só os republicanos são. Os democratas só falam e dizem o que as pessoas querem escutar”.

Malik, mais velho que Barack, tem dupla nacionalidade queniana e americana e vota desde 1985 nos Estados Unidos. Sua escolha está condicionada a um certo ressentimento com relação ao meio-irmão, que considera que deveria fazer mais pelo Quênia e sua família queniana.

“Eu sempre gostei do meu irmão, mas só o vejo quando vem ao Quênia e nos disse que não podia ficar muito tempo com sua família precisamente porque é presidente dos Estados Unidos, e deve terminar seu mandato antes de poder se aproximar de nós”, destacou.

Barack Obama fez em julho de 2015 sua primeira visita ao Quênia desde que chegou à Casa Branca, em 2009. Mas não pôde ir a Kogelo, onde seu pai está enterrado.

Barack Obama nasceu no Havaí, filho de mãe americana e pai queniano, a quem apenas conheceu. Ele deixou os Estados Unidos quando o filho, Barack, tinha dois anos e meio e morreu em um acidente de carro aos 46 anos.