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Merkel e social-democratas retomam negociações para formar governo

Caso conversas tenham final positivo, chanceler poderá iniciar quarto mandato

Caso conversas tenham final positivo, chanceler poderá iniciar quarto mandato
Caso conversas tenham final positivo, chanceler poderá iniciar quarto mandato Foto : John Macdougall / AFP / CP
A chanceler alemã Angela Merkel entrará nesta sexta-feira na fase final das negociações para formar um governo, após meses de conversas difíceis que enfraqueceram sua imagem, tanto na Alemanha como no exterior.  Os social-democratas aceitaram no domingo negociar um acordo detalhado para formar uma nova "grande coalizão" com os conservadores de Merkel. Caso as conversas tenham um final positivo, Merkel poderá iniciar o quarto mandato à frente da maior potência econômica europeia.

A chanceler expressou o desejo de concluir as negociações até 11 de fevereiro. Mas as divergências que persistem entre os social-democratas e os conservadores, assim como as profundas divisões dentro do SPD a respeito da repetição da aliança com o partido da chanceler, podem prolongar os debates. A impaciência começa a ser percebida no país. "Sentimos que a população na Alemanha espera agora, mais de quatro meses depois das eleições legislativas, a instauração de um novo governo", declarou esta semana o presidente Frank-Walter Steinmeier.

As últimas eleições, marcadas pelo avanço da extrema-direita e o retrocesso dos grandes partidos tradicionais, impediram uma maioria clara na Câmara Baixa do Parlamento e deixaram um país em uma situação de bloqueio inédita.
Merkel, que não conseguiu formar um governo entre conservadores, liberais e ecologistas em novembro, não pode fracassar novamente com os social-democratas. Obrigada a dirigir um governo "protocolar" desde outubro, a chanceler reconheceu na quarta-feira no Fórum de Davos que a ausência de "Executivo estável" a deixava sem meios de ação.

Ela disse que "um país que deseja contribuir para moldar a globalização deveria poder atuar as 24 horas do dia".
A chanceler, que há poucos meses era considerada a governante mais poderosa da Europa, e até do mundo segundo parte da imprensa americana, perdeu parte de sua aura por culpa de seus problemas internos. Outro presidente ocupa há alguns meses o espaço de Merkel, o francês Emmanuel Macron, de acordo com a revista alemã Der Spiegel. Para o jornal americano The New York Times, o presidente francês reivindica agora a posição de "líder do mundo livre".