Metade da capital do Haiti, Porto Príncipe, foi destruída pelo terremoto da última terça-feira . A estimativa é do Escritório de Coordenação de Ajuda Humanitária da Organização das Nações Unidas (ONU). A agência da ONU coordena 27 equipes de busca e resgate que trabalham em hospitais, escolas, hotéis e nos principais prédios públicos da capital haitiana, que desde o terremoto está praticamente sob escombros.
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, deve embarcar em breve para o Haiti. Em pronunciamento ainda nesta sexta-feira, em Nova York, ele classificou de “generosa e robusta” a colaboração da comunidade internacional, mas lembrou que há problemas de logística na operação por causa da destruição causada pelo terremoto e pediu mais colaboração no envio de recursos às vítimas.
“A ONU vai lançar um apelo-emergência por US$ 550 milhões. A maior parte desse dinheiro irá para as necessidades urgentes, os estoques de água e de alimentos e o abastecimento de água estão extremamente baixos.” O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) está trabalhando na identificação de órfãos e na busca de famílias de crianças encontradas sozinhas após o abalo.
O Alto Comissariado da ONU para Refugiados (Acnur) pede que os países suspendam temporariamente a repatriação de haitianos, assim como fizeram os governos dos Estados Unidos e da República Dominicana.
Metade de Porto Príncipe está destruída, diz ONU
Secretário-geral da entidade, Ban Ki-moon, embarca para o Haiti nesta sexta-feira