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México questiona acusação contra Raúl Castro e critica “visão intervencionista” dos EUA

Líder cubano foi indiciado por morte de cidadãos americanos em 1996

Claudia Sheinbaum recebeu o secretário de Segurança Interna dos Estados Unidos, Markwayne Mullin, no Palácio Nacional, na Cidade do México
Claudia Sheinbaum recebeu o secretário de Segurança Interna dos Estados Unidos, Markwayne Mullin, no Palácio Nacional, na Cidade do México Foto : Presidência do México / AFP / CP

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, criticou, nesta sexta-feira, 22, o indiciamento do líder cubano Raúl Castro pelos Estados Unidos, em meio a uma escalada da pressão da Casa Branca sobre a ilha comunista.

Castro foi indiciado na quarta-feira pela morte de cidadãos americanos em 1996. Cuba classificou a acusação como uma "ação política".

"Há historicamente uma visão intervencionista por parte dos Estados Unidos, não é de agora", afirmou Sheinbaum. "É uma visão de que podem influenciar outros países. Nós não concordamos com essa visão no caso de Cuba", declarou a presidente mexicana, após esclarecer que não busca "brigar" com Washington.

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O caso contra Castro, de 94 anos e presidente entre 2008 e 2018, centra-se na derrubada de dois aviões de um grupo anticastrista durante uma operação contra o governo de Havana. Quatro americanos morreram. O México é um dos últimos apoiadores políticos de Cuba, mergulhada em uma grave crise marcada pela falta de combustível, eletricidade, alimentos e outros produtos básicos.