O primeiro-ministro da França, Michel Barnier, confirmou a renúncia da função, após perder apoio no Parlamento por uma moção de desconfiança na tarde da quarta-feira, 4. Em comunicado, o Palácio do Eliseu informa que Barnier cumprirá as funções de primeiro-ministro interinamente, até que aconteça a formação de um novo governo.
Segundo informações publicadas pela Reuters, o presidente francês, Emmanuel Macron, pretende anunciar um novo primeiro-ministro "rapidamente".
A RLT informou que François Bayrou, cotado a suceder o primeiro-ministro, se reunirá com Macron nesta tarde.
O fim do breve governo de Barnier acontece após as eleições antecipadas de julho, que resultaram em uma Assembleia Nacional sem maiorias claras e dividida em três blocos irreconciliáveis (esquerda, centro-direita e extrema direita).
A queda de Barnier foi provocada por seu orçamento para 2025, que incluía medidas de austeridade consideradas inaceitáveis para a maioria legislativa, mas que ele considerava indispensáveis para estabilizar as finanças francesas.
A moção de censura interrompeu todo o plano financeiro do governo e levou à renovação automática do atual orçamento para o próximo ano, a menos que o governo consiga aprovar rapidamente uma nova proposta, o que parece pouco provável.
"A França possivelmente não terá um orçamento para 2025", escreveu a ING Economics em uma nota, que prevê o início de "uma nova era de instabilidade política".A agência de classificação financeira Moody"s advertiu que a queda de Barnier "aprofunda a estagnação política" e "reduz a possibilidade de consolidar as finanças públicas".