Milhares de jovens dinamarqueses protestaram nesta quarta-feira (4) contra o plano do governo de reduzir os auxílios estatais aos estudantes, em mais uma demonstração de descontentamento juvenil na Europa.
Sob o lema "Já chega!", onze associações de estudantes do ensino médio e universitários se reuniram ao meio-dia na praça da Prefeitura de Copenhague. Em seguida, marcharam em direção ao Parlamento para protestar contra os cortes propostos, que têm como objetivo liberar recursos para financiar os gastos com defesa.
Ao todo, 40.000 estudantes aderiram à greve em 57 instituições de ensino. Entre eles, de 12.000 a 13.000 participaram da manifestação em Copenhague, segundo os organizadores.
Protestos se espalham pelo continente
Nas últimas semanas, os protestos estudantis iniciados na França se espalharam para outros países europeus. A polícia de Copenhague montou um amplo esquema de segurança para a manifestação desta quarta-feira, que ocorreu pacificamente.
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Sob o ensolarado céu de outono, milhares de jovens entoaram "Promessas descumpridas" e carregaram faixas com mensagens como "Salvem a SU", sigla em dinamarquês para o auxílio estudantil, "Menos auxílio, menos formação!" e "Não enganem os jovens!".
Cortes no auxílio estudantil
Em seu projeto de orçamento, o governo dinamarquês de centro-esquerda prevê eliminar o auxílio estudantil para quem mora com os pais e cujos progenitores têm renda anual conjunta superior a 700.000 coroas dinamarquesas (R$ 575.820).
O valor do benefício também seria reduzido progressivamente para os estudantes que vivem com os pais e cujos progenitores recebem entre 419.589 e 700.000 coroas por ano (R$ 345.153 e 575.820).