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Milhares de pessoas protestam contra o plano de ajuste na Grécia

Polícia está usando bombas de gás lacrimogêneo para conter os manifestantes

Milhares de pessoas protestam contra o plano de ajuste na Grécia
Milhares de pessoas protestam contra o plano de ajuste na Grécia Foto : Lousia Gouliamaki / AFP / CP
Cerca de 25 mil manifestantes protestam, neste domingo, em Atenas, em frente ao Parlamento grego contra o plano de ajustes, de acordo com dados da polícia local. A polícia usa bombas de gás lacrimogêneo para conter os manifestantes.

Há relatos de diversos feridos, sendo um número ainda não determinado de manifestantes, um policial e um fotógrafo. Os choques ocorreram em meio ao debate do pacote no Parlamento. A manifestação reúne milhares de gregos na Praça Sintagma, região central de Atenas. Dezenas de manifestantes atiraram bombas de gasolina, pedras e outros objetos na polícia.

Uma ambulância levou pelo menos dois feridos embora. Há relatos de choques ocorridos em outras partes da cidade. Segundo cálculos da polícia, os protestos da tarde de hoje reunia mais de 30 mil manifestantes, mas muitas pessoas continuavam chegando ao centro da cidade.

Debates no Parlamento

Neste domingo, o Legislativo começou os debates sobre o novo plano de austeridade exigido pela União Europeia (UE) e pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) em troca de uma ajuda financeira que evitará a quebra do país e sua saída do euro. A UE e o FMI exigem a demissão de 15 mil funcionários e numerosas privatizações.

O projeto de lei, de trâmite urgente, será submetido à votação a partir da meia noite. O governo de coalizão socialista-conservador dirigido por Lucas Papademos, conta com uma maioria teórica de 236 votos sobre 300.

Antes do início da sessão, o presidente do Parlamento, Philippos Petsalnikos, tomou o juramento de três suplentes socialistas que substituem três deputados do PASOK. Eles renunciaram por discordar do plano de austeridade.

Petsalnikos desejou aos novos deputados "boa sorte" e destacou que a Grécia vivia um momento "crucial".O primeiro orador foi um deputado comunista do partido KKE, que considerou que o atual Parlamento não possui legitimidade para se pronunciar sobre o plano de austeridade e exigiu eleições legislativas.

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