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Milhares percorrem Barcelona em manifestação contra terrorismo

Protesto repudiou violência após atentados que deixaram 15 mortos na cidade da Espanha

Milhares percorrem Barcelona em manifestação contra terrorismo
Milhares percorrem Barcelona em manifestação contra terrorismo Foto : Pau Barrena / AFP / CP
Sob o lema "Não tenho medo", milhares de pessoas, entre elas o rei Felipe da Espanha, começaram a se manifestar neste sábado em Barcelona em repúdio à violência após os atentados jihadistas que deixaram 15 mortos há nove dias.
"Vamos encher as ruas de paz e liberdade", pediu a prefeita da segunda maior cidade da Espanha.

Exibindo uma imensa faixa com o lema "No tinc por" ("Não tenho medo" em catalão), a passeata era encabeçada por representantes de associações policiais, de bombeiros, médicos taxistas, comerciantes e moradores que abriram suas portas às vítimas.

Em um episódio excepcional, o rei Felipe VI marchou com os manifestantes, mesmo que em um espaço mais afastado, destinado às autoridades como o chefe de governo espanhol Mariano Rajoy, presidentes regionais, ministros e líderes de partidos.

Na passeata também pode ser vista a bandeira separatista catalã, ornada com uma estrela branca no fundo azul. Os separatistas, que dirigem o governo regional catalão, vivem um confronto com o governo Rajoy por seu desejo de realizar em 1o. de outubro um referendo sobre independência, que Madri classifica de ilegal.

Em função disso, manifestantes separatistas denunciaram a "hipocrisa" do Estado espanhol por protestar contra a violência jihadisas, mas, ao mesmo tempo, vender armas a países como a Arábia Saudita, acusados de vínculos com o islamimo radical. "Vossas políticas, nossas mortes!", cantavamos manifestantes, convocados por organizações separatistas para protestar simultaneamente à marcha contra o terrorismo.

A Espanha deve vender em breve cinco navios de guerra a Riad por mais de 2 bilhões de euros. Felipe VI, cuja família mantém laços estreitos com a realeza saudita, viajou para lá em janeiro para negociar esse contrato. A Arábia Saudita é acusada regularmente de vínculos com radicais religiosos.