"Que a troica vá ao diabo", foi a principal frase dos manifestantes para expressar sua rejeição às medidas de rigor impostas a Portugal por União Europeia, Fundo Monetário Internacional (FMI) e Banco Central Europeu (BCE) em troca de uma ajuda de 78 bilhões de euros acertada em maio de 2011.
Além de Lisboa, os protestos ocuparam as ruas de outras 30 cidades de Portugal, convocados via Facebook por universitários, artistas, poetas e músicos. A mobilização reivindicou um caráter apartidário, mas recebeu o apoio de partidos de extrema esquerda e do principal sindicato português, o CGTP.
O descontentamento aumentou em Portugal após a decisão do governo de aumentar impostos em 2012 e de passar de 11% para 18% em 2013 a contribuição dos trabalhadores para a previdência social.