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Militantes anti-Mursi convocam novas manifestações no Egito

Três opositores morreram em confrontos próximo à Faixa de Gaza

Grupo protesta a favor de Mohamed Mursi
Grupo protesta a favor de Mohamed Mursi Foto : Gianluigi Guercia / AFP / CP
Devido ao atos de militantes favoráveis ao presidente deposto do Egito, Mohamed Mursi, forças contrárias a Mursi lançaram um chamado nesta sexta-feira para que se manifestem em massa para contra-atacar as manifestações favoráveis ao ex-presidente. "A Frente de Salvação Nacional (FSN) lança uma convocação urgente para que todos se mobilizem em todas as praças do Egito em apoio à revolução de 30 de junho", em referência à data que começaram as manifestações em massa que resultaram na queda de Mursi.

Diversos protestos seguem se espalhando por regiões do país. Os últimos confrontos deixam um saldo violento. Pelo menos três opositores morreram em combates contra militantes favoráveis a Mursi em Al-Minya, centro do Egito.

Um soldado egípcio morreu e outros dois ficaram feridos em ataques simultâneos de militantes islâmicos na manhã desta sexta-feira contra postos da polícia e do Exército na região do Sinai, norte do país. Depois disso, autoridades egípcias fecharam a passagem de Rafah, na fronteira com a Faixa de Gaza, por causa dos ataques lançados no Sinai. Desde 26 de junho, 57 pessoas morreram.

Mursi é transferido

O presidente egípcio destituído pelo Exército foi transferido ao amanhecer para a sede do Ministério da Defesa, enquanto toda sua equipe permanece detida em um edifício militar. A detenção do primeiro presidente eleito democraticamente no Egito é a primeira etapa de uma série de medidas das forças de segurança, que têm fechado o cerco à Irmandade Muçulmana, movimento ao qual Mursi pertence, expedindo 300 mandados de prisão contra seus membros.

O Exército suspendeu a Constituição e nomeou o presidente da Corte Constitucional, Adly Mansour, como presidente interino. Na madrugada desta sexta-feira, o Exército egípcio fez um apelo à unidade e à "reconciliação".

As Forças Armadas pediram, sobretudo, que se rejeite "a vingança" para que seja possível "concretizar a reconciliação nacional", em um texto publicado na página oficial de seu porta-voz no Facebook. Ainda segundo a nota, "as medidas excepcionais e arbitrárias contra qualquer movimento político" devem ser evitadas.

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