Já o general do Exército colombiano, Javier Rey, afirmou que se reunirá com o Comitê Internacional da Cruz Vermelha para ver como pode ser arranjado o procedimento de entrega do jornalista. Interrogado sobre se haveria um cessar das operações militares na zona para permitir o processo de entrega de Romeo, caso esteja em poder da guerrilha, Rey disse que isso ainda não foi discutido.
Romeo Langlois, de 35 anos, é correspondente do canal France 24, quando acompanhava um comboio militar que foi atacado pelas Farc em uma área de selva do departamento de Caquetá (a 600 km ao sul de Bogotá). Em meio aos combates que mataram quatro militares e deixaram oito feridos, Langlois foi atingido no braço esquerdo e desapareceu.
Especializado na cobertura do conflito armado da Colômbia, Langlois é correspondente no país há uma década. Para o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, há "claros indícios de que o jornalista francês está em poder das Farc". Até agora, as autoridades colombianas mostraram-se prudentes sobre o paradeiro de Langlois.
No começo de abril, as Farc libertaram 10 policiais e militares que mantinham sequestrados há mais de 12 anos e que eram seus últimos reféns militares. A guerrilha tinha emitido um comunicado em março anunciando a renúncia ao sequestro de civis com fins extorsivos. O ataque mais violento neste ano aconteceu no mês de março, quando onze militares morreram em Arauquita, próximo à fronteira com a Venezuela.
As Farc, principal guerrilha esquerdista da Colômbia com mais de 45 anos de existência, conta com cerca de 9.200 combatentes, segundo o Ministério da Defesa.