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Militares do Egito pedem colaboração do povo e prometem honrar tratados

Um dia após a renúncia de Mubarak, a vida no Cairo começa a voltar ao normal

Egípcios tiram o lixo acumulado nos 18 dias de protestos na Praça Tahrir, no Cairo
Egípcios tiram o lixo acumulado nos 18 dias de protestos na Praça Tahrir, no Cairo Foto : Pedro Ugarte / AFP
As Forças Armadas do Egito, que controlam o governo desde a queda do presidente Hosni Mubarak, que renunciou nesta sexta-feira após 18 dias de protestos, pediram neste sábado à população que colabore com a polícia para garantir a paz nas ruas do país. Em pronunciamento transmitido pela TV estatal, um porta-voz do Conselho Supremo das Forças Armadas disse que o Egito é "capaz de sair de situações difíceis" e pediu a colaboração do povo. "A confiança entre a polícia e a população deve ser restaurada."

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A polícia do Egito, que é controlada pelo Ministério do Interior, é vista com desconfiança por grande parte da população e esteve praticamente ausente das ruas durante os protestos iniciados no dia 25 de janeiro.

Conselho promete honrar tratados

No pronunciamento, o porta-voz do Conselho Supremo das Forças Armadas também prometeu que o Egito vai honrar "todos os tratados regionais e internacionais" assinados anteriormente, no que pode ser uma indicação de que o país continuará a reconhecer o Estado de Israel como legítimo.

Além de ser o guardião do Canal de Suez, por onde passa boa parte do comércio internacional, o Egito, assim como a Jordânia, é o único país da região a reconhecer o Estado de Israel. As Forças Armadas também pediram à população que se juntem à autoridade pública para "apoiar o país e a economia".

Toque de recolher foi reduzido

Os militares também anunciaram que o toque de recolher em vigor no Egito começará quatro horas mais tarde, à meia-noite local (20h de Brasília), e não mais às 20h locais (16h de Brasília). A população deverá ficar fora das ruas até as 6h (2h de Brasília).

O horário do toque de recolher afetou a região metropolitana do Cairo e as cidades de Alexandria e Suez, onde foram realizados os maiores protestos contra o regime egípcio. Ainda não se sabe até quando a medida será mantida, mas os manifestantes acampados na praça Tahrir começaram nesta madrugada a desmontar suas barracas e a limpar a área.

Marechal vai comandar transição

O marechal Mohamed Hussein Tantawi, de 79 anos, é o homem que vai comandar o processo de transição política após a renúncia de Mubarak. Tantawi é o atual ministro da Defesa e chefe do Conselho Supremo das Forças Armadas, a quem Mubarak encarregou “de dirigir as questões de Estado”, no discurso de renúncia lido pelo vice-presidente, Omar Suleiman. Tantawi ainda não se manifestou nem informou quem integrará o governo provisório.

Egito tenta retomar rotina

No dia seguinte à renúncia do presidente Mubarak, a vida na capital egípcia, Cairo, começa a voltar ao normal, enquanto o futuro político do país passa a ser discutido, depois de quase 20 dias de protestos e violência. Na praça Tahrir, ponto principal de concentração dos protestos iniciados em 25 de janeiro, centenas de pessoas continuavam acampadas. Milhares de manifestantes passaram a noite no local, comemorando a saída do presidente.

O Exército egípcio começou neste sábado a retirar as barricadas dos acessos à praça, removendo carros queimados que serviam de barreiras. As Forças Armadas mantêm tanques e veículos blindados nas ruas, principalmente em frente aos prédios do governo e de outras instalações importantes.

As informações são do portal R7.




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