Confrontos motivaram pedido
O gabinete renunciou nesta segunda-feira em meio às recentes manifestações contrárias ao governo. Num comunicado divulgado pela agência de notícias estatal Mena, o porta-voz do gabinete, Mohammed Hegazy, disse que o governo entregou sua renúncia ao Conselho Supremo das Forças Armadas, mas que dadas as circunstâncias difíceis em que o país se encontra, continuaria trabalhando até que a renúncia fosse aceita.
Praça Tahir é "palco de guerra"
Os novos choques entre a polícia e os manifestantes pelo fim do governo do Exército no Egito já deixaram pelo menos 24 mortos em três dias, de acordo com o Ministério do Interior. A manchete do jornal estatal Al-Akhbar chama os confrontos de “Guerra na Praça”, em referência à Tahir, no Cairo, palco dos embates e símbolo da derrubada do presidente Hosni Mubarak. Já o jornal liberal Wafd diz que o "Egito está em um vulcão prestes a entrar em erupção". Os manifestantes protestam contra a junta militar do governo, que substituiu Mubarak, deposto em fevereiro. Os confrontos ameaçam prejudicar as primeiras eleições do país desde então, marcadas para o dia 28 de novembro.