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Militares egípcios rejeitam renúncia do gabinete, diz TV

Confrontos que ocorrem pelo terceiro dia no Cairo motivaram pedido dos ministros

Militares egípcios rejeitam renúncia do gabinete, diz TV
Militares egípcios rejeitam renúncia do gabinete, diz TV Foto : Khaled Desouki / AFP
O Conselho Supremo das Forças Armadas do Egito rejeitou, nesta segunda-feira, a renúncia do gabinete do primeiro-ministro Essam Sharaf, segundo a televisão estatal, citando uma fonte militar. O porta-voz do gabinete, Mohammed Hegzy, disse mais cedo que o gabinete tinha renunciado por causa dos confrontos que ocorrem pelo terceiro dia na Praça Tahir, no Cairo.

Confrontos motivaram pedido

O gabinete renunciou nesta segunda-feira em meio às recentes manifestações contrárias ao governo. Num comunicado divulgado pela agência de notícias estatal Mena, o porta-voz do gabinete, Mohammed Hegazy, disse que o governo entregou sua renúncia ao Conselho Supremo das Forças Armadas, mas que dadas as circunstâncias difíceis em que o país se encontra, continuaria trabalhando até que a renúncia fosse aceita. 


Praça Tahir é "palco de guerra"


Os novos choques entre a polícia e os manifestantes pelo fim do governo do Exército no Egito já deixaram pelo menos 24 mortos em três dias, de acordo com o Ministério do Interior. A manchete do jornal estatal Al-Akhbar chama os confrontos de “Guerra na Praça”, em referência à Tahir, no Cairo, palco dos embates e símbolo da derrubada do presidente Hosni Mubarak. Já o jornal liberal Wafd diz que o "Egito está em um vulcão prestes a entrar em erupção". Os manifestantes protestam contra a junta militar do governo, que substituiu Mubarak, deposto em fevereiro. Os confrontos ameaçam prejudicar as primeiras eleições do país desde então, marcadas para o dia 28 de novembro.

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