Depois de lutar durante toda a noite contra as chamas, os bombeiros conseguiram extinguir o incêndio provocado nessa quinta-feira pelos detentos, revoltados com o corte de energia elétrica. Após 24 horas de revolta, os policiais e os soldados "recuperaram o controle da prisão", disse nesta sexta-feira o porta-voz da Administração Penitenciária da Indonésia, Akbar Hadi Prabowo.
A operação foi levada adiante sem encontrar resistência, depois de negociações realizadas na própria prisão pelo ministro da Justiça e dos Direitos Humanos, Amir Syamsuddin. "Recuperamos 55 fugitivos, três dos quais foram condenados por atos terroristas", acrescentou. Entre 95 e 100 detidos seguem foragidos, seis dos quais são terroristas, disse Prabowo.
Terroristas
A prisão alojava no total de 11 prisioneiros detidos em virtude da lei antiterrorista, alguns deles por terem formado parte de um campo de treinamento de militares na província vizinha de Aceh, onde houve uma rebelião separatista durante várias décadas, e outros por assaltos a bancos para financiar atos terroristas.
Centenas de policiais e militares cercavam o presídio, que ficou com os muros carbonizados. No interior, os detidos estavam reunidos no pátio da prisão e se deslocavam livremente fora de suas celas. A penitenciária, com espaço para mil prisioneiros, aloja 2.600, segundo as autoridades.