O presidente chileno, Sebastián Piñera, conversou nesta terça-feira com os mineiros presos a 700 metros de profundidade em uma mina no norte do país. Os trabalhadores soterrados pediram rapidez no resgate. A conversa foi realizada por meio do interfone instalado no estreito duto perfurado até o local onde o grupo está preso, ligado a um telefone comum.
O presidente narrou ao chefe de turno e líder do grupo, Luis Urzúa, que no domingo, quando o país soube que os mineiros estavam vivos, "em todos os lares correram lágrimas de alegria e de emoção".
Urzúa contou a Piñera o que ocorreu no dia 5 de agosto, quando o grupo de 33 mineiros ficou preso na mina: "As 13h40min a montanha caiu. Ficamos preocupados com os companheiros que estavam saindo com um caminhão que ia carregado... depois veio a poeira e, por quatro ou cinco minutos, não podíamos ver nada. Por fim, vimos que estávamos presos por uma enorme rocha no túnel".
Em seguida, Urzúa disse a Piñera que eles estão esperando que todo o Chile se esforce para tira-los no dia 18 de setembro, dia da festa nacional chilena. "Senhor presidente, precisamos que tenham força e que nos resgatem o mais rápido possível. Precisamos que não nos abandonem". disse um dos mineiros.
Piñera respondeu que "vocês não ficarão sós um momento sequer, porque o governo está com vocês, todo o país está com vocês, e quero que fiquem tranquilos porque suas famílias estão amparadas". As autoridades temem que o resgate possa levar até quatro meses.
Mineiros presos pedem a Piñera rapidez no resgate
Presidente chileno conversou com os mineiros presos através do interfone, nesta terça-feira