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Ministro da Cultura renuncia em protesto contra a violência no Egito

Pelo terceiro dia consecutivo manifestantes e polícia entraram em confronto

Os manifestantes exigem o fim do poder militar instaurado desde a queda de Mubarak
Os manifestantes exigem o fim do poder militar instaurado desde a queda de Mubarak Foto : Mohammed Hossam / AFP / CP
O ministro da Cultura do Egito, Emad Abu Ghazi, renunciou em protesto à repressão das manifestações na Praça Tahrir, no Cairo. Até agora, pelo menos 22 pessoas foram mortas em confrontos com a polícia, informou a agência oficial Mena. Ghazi entregou a renúncia ao Conselho Supremo das Forças Armadas – que assumiu o poder quando Hosni Mubarak foi tirado do poder – em protesto contra a forma que o governo conduziu os recentes choques.

Os confrontos ocorrem entre manifestantes hostis ao Exército que governa o país e as forças de segurança, anunciou o ministério da Saúde. O texto não informa o número de feridos, que estava em 1,7 mil no balanço anterior.

Nesta segunda-feira, a polícia usava gás lacrimogêneo contra os manifestantes, espalhados em pequenos grupos na praça e seus arredores, que respondiam com pedras.

Os choques acontecem a uma semana do início das primeiras eleições legislativas no país desde a queda, em fevereiro, do presidente Hosni Mubarak, após semanas de revolta popular. Os manifestantes exigem o fim do poder militar instaurado desde a queda de Mubarak.

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