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Ministro da Economia será o candidato do governo à Presidência da Argentina

Massa será acompanhado pelo candidato a vice-presidente Agustín Rossi

Massa, advogado de 51 anos, tem sido ministro da Economia desde julho de 2022
Massa, advogado de 51 anos, tem sido ministro da Economia desde julho de 2022 Foto : Luis Robayo / AFP

O ministro da Economia, Sergio Massa, será candidato à Presidência da Argentina pelo peronismo de centro-esquerda no poder, anunciou sua coalizão União pela Pátria, que conseguiu formular uma chapa de unidade a quase 24 horas do fechamento das inscrições.

Massa será acompanhado pelo candidato a vice-presidente Agustín Rossi, chefe de gabinete do presidente Alberto Fernández, informou a aliança em mensagem no Twitter. Assim, ficam descartadas as candidaturas do embaixador no Brasil, Daniel Scioli, e do ministro do Interior, Eduardo "Wado" de Pedro.

"Por responsabilidade institucional, política e social, nosso grupo decidiu formar uma lista de unidade [...] Nosso candidato a presidente será @SergioMassa e o acompanhará como candidato a vice-presidente @RossiAgustinOk", publicou a coalizão governista.

A Argentina realizará eleições primárias obrigatórias em 13 de agosto. O primeiro turno das eleições presidenciais acontecerá em 22 de outubro.

A coalizão opositora de centro-direita Juntos pela Mudança vai para as primárias com dois candidatos: o prefeito de Buenos Aires, Horacio Rodríguez Larreta, e a ex-ministra de Segurança Patricia Bullrich.

Massa, um carismático advogado de 51 anos, tem sido ministro da Economia desde julho de 2022, em meio a uma grave crise econômica, com alta inflação (114% em termos anuais) e perda de reservas internacionais.

Ele também tem sido o principal interlocutor com o Fundo Monetário Internacional (FMI), com o qual a Argentina tem um programa de facilidades estendidas no valor de 44 bilhões de dólares (R$ 210 bilhões), que está sendo renegociado atualmente para flexibilizar algumas de suas metas, em meio à severa seca que afeta o setor agropecuário, a principal fonte de receita do país.

Antes de sua nomeação como ministro, Massa presidia a Câmara dos Deputados desde 2019.

Entre 2008 e 2009, ele foi chefe de gabinete da então presidente Cristina Kirchner, atual vice-presidente, da qual se tornou um feroz opositor até se reconciliar para as eleições há quatro anos, quando a chapa Fernández-Kirchner saiu vitoriosa.