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Ministro do Desenvolvimento mostra otimismo por acordo com os EUA

Márcio Elias Rosa teve reunião com representante comercial norte-americano, Jamieson Greer

Ministro busca avanço para reduzir tarifaço imposto por Trump
Ministro busca avanço para reduzir tarifaço imposto por Trump Foto : Rovena Rosa / ABr / Divulgação CP

O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, expressou otimismo nesta quarta-feira de que o Brasil conseguirá alcançar um acordo comercial com os Estados Unidos. A declaração foi dada na cidade americana de Milwaukee, após reunião com o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer. O chanceler Mauro Vieira também participou do encontro.

Márcio Elias afirmou ter percebido um interesse verdadeiro por parte de Greer em buscar consensos. O ministro ressaltou que o Brasil pretende obter a redução completa das tarifas impostas pelos Estados Unidos, que considera injustificáveis, e disse que os dois países estão a cada dia mais próximos de um acordo.

O governo americano aplicou, em julho, duas rodadas de tarifas sobre diversos produtos brasileiros, alegando práticas comerciais desleais e outras infrações que Brasília nega. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acusou os Estados Unidos de tentar interferir na eleição de domingo (4), na qual busca a reeleição contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (2019-2022), aliado do presidente americano, Donald Trump.

Os ministros das Relações Exteriores e do Comércio, Mauro Vieira e Márcio Elias Rosa, se reuniram com o representante comercial americano à margem do encontro dos ministros do Comércio do G20, em Milwaukee. Segundo nota do Itamaraty, a reunião foi "construtiva, com discussão dos principais temas da agenda comercial bilateral". As duas partes "manifestaram disposição de trabalhar de forma célere na busca de um entendimento mutuamente satisfatório".

Segundo o Ministério das Relações Exteriores, o governo americano enviará nas próximas semanas uma proposta de trabalho para as negociações, "contemplando questões tarifárias e não tarifárias".

Esse foi o primeiro encontro presencial entre as duas partes desde a aplicação das tarifas, em julho. No mês seguinte, Lula conversou por telefone com Trump por mais de uma hora, em tom "amistoso" e "cordial", segundo o governo brasileiro.

A tensão entre Brasília e Washington se arrasta desde 2025, quando os Estados Unidos impuseram um primeiro "tarifaço" sobre produtos brasileiros, em retaliação ao julgamento de Jair Bolsonaro, condenado por tentativa de golpe de Estado.