Diante do fim do prazo para um acordo de cessar-fogo entre Irã e Estados Unidos, as nações envolvidas no conflito no Oriente Médio fazem movimentos que fomentam a escalada de ataques. Nesta terça-feira, segundo informações da rede de notícias norte-americana CNN, o ministro da Juventude e dos Esportes iraniano pediu aos jovens que formem uma corrente humana nas usinas de energia.
A medida tenta evitar novos ataques dos Estados Unidos contra locais importantes para o setor do Irã. Nessa segunda, o presidente americano, Donald Trump, fez novas ameaças contra a república islâmica e disse estar pronto para tomar o país se for necessário.
Sinagoga destruída
Uma sinagoga de Teerã foi "totalmente destruída" por bombardeios israelenses e americanos na madrugada de terça-feira, informaram a agência Mehr e o jornal Shargh. "Segundo informações preliminares, a sinagoga Rafi-Nia (...) foi totalmente destruída nos ataques desta manhã", escreveu o Shargh.
O judaísmo é uma das religiões minoritárias legalmente reconhecidas no Irã, onde há uma pequena comunidade judaica.
O Exército israelense anunciou uma "onda" de ataques aéreos "com o objetivo de danificar a infraestrutura do regime terrorista iraniano em Teerã e outras áreas do Irã".
Explosões foram ouvidas "em algumas áreas de Teerã e Karaj", uma cidade limítrofe ao oeste da capital, informaram as agências de notícias iranianas Mehr e Fars.
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Preocupação japonesa
A primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, anunciou "preparativos" para uma conversa telefônica com o presidente iraniano, Masud Pezeshkian.
"Precisamos nos comunicar tanto com os Estados Unidos como com o Irã, por isso estamos tentando organizar ligações telefônicas com os presidentes dos dois países", declarou no Parlamento.
Tóquio anunciou a libertação de um segundo cidadão japonês detido no Irã. A agência de notícias Kyodo informou que se trata "presumivelmente" do chefe do escritório em Teerã da emissora de televisão pública japonesa NHK.